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quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Montmartre e Marais

Flanando pelas ruas que são a essência de Paris


Lembram que eu disse aqui que na prática nosso roteiro por Paris sofreu algumas alterações? Então, vou colocar nesse post as partes mais bacanas dos últimos dois dias, porque, na verdade, algumas coisas foram mais burocráticas e repetidas,ok?


Montmartre

Sabe aquelas imagens de ruas enladeiradas e estreitas que vemos em filmes e revistas sobre Paris? Essas ruas ficam em Montmartre, o bairro mais alto da cidade e, na minha modesta opinião, um dos lugares mais emblemáticos, junto com o Marais. Aqui não existem grandes museus e o ponto turístico mais famoso é a Basílica de Sacre Coeur. 

Uma das muitas bancas de frutas e legumes da região

Nosso passeio começou em frente ao Moulin Rouge, no Boulevard de Clichy, chegando pela estação Blanche do metrô. Bem ao lado do Moulin Rouge, e em frente a estação, fica a Rue Lepic, uma ladeira com lojas de queijos, azeites e chocolates. Aliás, nós adoramos a Oliviers & Co, uma lojinha com dezenas de opções de azeites de todos os sabores, inclusive o melhor trufado que já provei na vida. 

Nessa mesma rua existe o famoso café Les Deux Moulins, onde foram filmadas as cenas do filme Amélie Poulin, uma atração para quem é fã.


Continuamos subindo, passando por cafés, restaurantes e procurando um lugar para o almoço. Passamos pela Rue des Abesses, Ravignon e Rue Norvins, até chegarmos na Place du Tertre, a famosa praça onde os artistas fazem desenhos e caricaturas dos turistas.

Na Place du Tertre com minha sacolinha de azeites na mão

A grande dica nessa região, lotada de turistas, artistas e pessoas não tão bem intencionadas é não dar trela para quem vier forçando para fazer sua pintura. Muitos começam a pintar sem perguntar se você quer e depois cobram pelo serviço, muitas vezes mal feito. Fora a chance disso ser apenas uma distração para levarem seus pertences. Fique atento.

Se continuar subindo a praça, encontrará um dos maiores símbolos da cidade, a Sacre Coeur. Em estilo bizantino, sua construção foi concluída em 1914, em mármore travertino, e desde então tornou-se um dos maiores cartões-postais de Paris. 




É proibido fotografar seu interior, de modo que essa foi a única foto que consegui.

Continuando nosso percurso, descemos a escadaria em frente a basílica, sempre cheia de turistas, até encontrarmos o carrossel, onde demos aquela paradinha estratégica para quem está com crianças. Seguimos à direita, no sentido do metrô Abesses. Essa é uma região com muitas lojinhas de perfumes em embalagens antigas, artigos de decoração como a Pylones (impossível sair de mãos vazias), livros e gravuras, uma delícia andar por aqui.

Seguimos pela Rue Ivonne Le Tac até a praça des Abesses, onde existe o Le mur des je t'aime, ou muro dos eu te amo, um muro onde a frase foi escrita em 300 idiomas. Romântico e fofo, vale a foto, mas não há mais nada a ser feito alí.


Se já estiver satisfeito com sua visita a Montmartre, a estação de metrô Abesses fica bem em frente. Esse é um passeio que pode ser feito em uma tarde ou manhã. 

Marais

O Marais está localizado na região central de Paris, no lado direito do Sena, muito próximo ao Louvre sendo, portanto, uma opção interessante para uma dobradinha Louvre/Marais.

Famoso por sua comunidade judia, possui sinagogas, livrarias, restaurantes e boulangeries especializados, mas hoje abriga e recebe todas as tribos, sendo considerada também a região gay da cidade.


Hôtel de Ville - a belíssima prefeitura de Paris

O bairro é servido por muitas estações de metrô, mas optamos por chegar pela Hôtel de Ville, que fica exatamente na frente do belíssimo prédio da prefeitura da cidade. De lá caminhamos até o Centre Georges Pompidou, o espaço que abriga acervo e exposições de arte moderna. Não entramos no museu, apenas demos uma volta no entorno e na praça Igor Stravinsky. Confesso que esse pedaço foi uma das regiões da cidade em que me senti mais insegura. Muita gente "suspeita"  apenas observando o movimento dos turistas.


Centre Georges Pompidou

De lá seguimos no sentido da Place des Voges, a grande estrela dessa região. Passamos por várias ruas com lojinhas lindas de decoração, azeites(novamente) e perfumes como a Durance, onde compramos velas e hidratantes muito bons e perfumados. 

Mas, sem dúvida, a parte mais gostosa desse passeio foi o piquenique que fizemos na Place des Voges. Conhecida como a mais antiga praça planejada de Paris e famosa também por ter abrigado, no número 6, o escritor Victor Hugo, é aqui que você ira encontrar uma cena tipicamente parisiense, moradores e turistas sentados nos gramados, curtindo um dia de Sol e fazendo piquenique.




E foi inevitável!! Cruzamos a praça, admirados com a quantidade de pessoas no gramado, e seguimos por uma ruazinha até o Boulevard Beaumarchais, onde encontramos uma boulangerie com uma fila considerável, garantia de bons produtos. Entramos e escolhemos algumas delícias para, então, voltarmos para a histórica praça onde fizemos um piquenique, descansamos e nos sentimos um pouquinho franceses por alguns minutos.


Dicas gerais:

-Esse passeio também pode ser feito em uma parte do dia, mas se quiser dedicar o dia todo para essa região você encontrará o Musée Carnavalet, que é gratuito e conta a história de Paris, e também o Musée Picasso.

-Existem muitas opções de cafés e restaurantes na região do Marais, mas o piquenique é uma instituição parisiense e você precisa ter essa experiência. A maioria das pessoas que encontramos ali eram francesas, mães com seus filhos, trabalhadores em horário de almoço e jovens aproveitando o dia com amigos.




quinta-feira, 1 de junho de 2017

Disneyland Paris - um dia de diversão na casa do Mickey



Começo o post pedindo desculpas pela qualidade e quantidade das imagens, mas optamos por não levar a máquina fotográfica e acabamos esquecendo de tirar fotos!!

Anteriormente chamada de Euro Disney, seu nome foi alterado para Disneyland Paris na tentativa de fazer com que os franceses, ou ao menos os parisienses, se identificassem mais com o parque.

Localizado a cerca de 30 quilômetros de Paris, o parque está dividido em dois parques distintos, o Parc Disneyland e o Parc Walt Disney Studios.

Disneyland


Com destaque para o castelo da Bela Adormecida, o parque possui atrações como Piratas do Caribe(muito bom), Big Tunder Montain e Space Montain. Para os pequenos muita diversão no It's small world, Peter Pan e labirinto da Alice.


Walt Disney Studios


Possui algumas atrações iguais as de Orlando, como o Rock'n' Roller Coaster, Twilight Zone e Armageddon, que reproduz os efeitos especiais do filme. Desses, o único que fui com minha filha, então com 4 anos, foi o Armageddon, e ela ficou bem assustada. Portanto, se estiver com crianças pequenas, muito sensíveis, pode ser boa ideia pular esse brinquedo.

Uma atração exclusiva desse parque e que merece a visita é o Ratatouille. Aqui um carrinho percorre o restaurante do ratinho Remy com efeitos de 4 D. Diversão garantida para adultos e crianças.




Como chegar

Como disse no post sobre Giverny, nós optamos por alugar um carro, pois estávamos em seis pessoas, sendo duas crianças com menos de 6 anos. O trajeto é muito tranquilo e rápido...na verdade o "santo GPS" nem sempre é fiel, dessa vez nos fez "cortar caminho" por uma cidadezinha muito fofa, na periferia de Paris. 

Se você não tem intenção de alugar um carro, não se preocupe. É possível ir de trem direto de Paris. Você vai usar a linha RER A4, sentido Marne-la-Vallée. A viagem dura cerca de 40 minutos e você ira desembarcar praticamente dentro do parque, em frente ao acesso.

Aqui uma nota: só notamos o quanto a estação é próxima na hora da saída, quando já não aguentávamos mais andar, passamos em frente ao acesso da estação e precisamos andar por mais uns 10 minutos até o carro!!

Encontro com personagens

Vale a pena?

Bem, essa pergunta tem várias respostas possíveis e válidas.

-Se você não conhece Paris e vai ficar poucos dias na cidade, deixe a Disney para outra ocasião. 

-Se reservou cerca de uma semana para a cidade, pode dedicar um dia para visitar os dois parques. 

-Oficialmente eu não ligo muito para parques de diversão. Nunca tive o sonho de conhecê-los, por exemplo, mas achei que seria boa ideia incluir o passeio em função das crianças e elas, claro, aproveitaram muito. Então, mesmo para quem não curte muito, acho que vale a pena sim. Os parques são sim menores que as versões originais, mas mesmo assim são muitas atrações e eles são muito bonitos e bem feitos.


It's small world

Dicas gerais

-Se estiver indo em baixa temporada e durante a semana, terá tempo de conhecer os dois parques no mesmo dia. Caso esteja viajando em período de férias na Europa/verão e gostar muito de parques, pode ser interessante reservar um dia para cada parque e aproveitar a hospedagem em um dos hotéis do complexo Disney. Existe inclusive um ônibus especial que liga o complexo aos aeroportos Charles de Gaulle e Orly, então uma boa ideia seria finalizar a viagem por aqui.

-Se for visitar os dois parques no mesmo dia, comece pelo Walt Disney Studios, deixando para o período da tarde/noite o Parc Disneyland, onde acontece o show de luzes no castelo da Bela Adormecida.

-A comida nos parques é bem cara, prepare-se. Comemos num sistema de buffet a preço único e pagamos cerca de 30 euros por pessoa. A noite optamos por hot dog, para comer enquanto assistíamos ao show.

-Os ingressos podem ser comprados em agências de viagem ou diretamente no site da Disneyland Paris. Se optar pela compra no site, observe que existem valores diferentes que são aplicados a alguns dias específicos, fique atento.



quinta-feira, 6 de abril de 2017

Roteiro Paris - 5º dia - Giverny

Conhecendo o refúgio de Claude Monet



O nosso quinto dia de passeio estava programado para conhecermos a linda vila de Giverny, onde encontramos a Fundação Claude Monet, que abriga a casa onde o pintor morou por 43 anos, bem como seus belíssimos jardins, tão bem retratados em sua telas impressionistas.


A história



Claude Monet, o maior nome do impressionismo francês conheceu Giverny em 1883, quando passeava pela região e, apaixonado pelo lugar, resolveu alugar uma vila para viver com sua família. 


Além do talento para as artes, Monet tinha grande interesse pela jardinagem e fez de sua propriedade um local inspirador para suas obras. A vila foi comprada por ele em 1890 e o pintor viveu ali até sua morte, em 1926.





Uma informação importante: a casa e os jardins de Monet não ficam abertos o ano todo. A visita pode ser feita entre o final de março e começo de novembro. Antes de fazer a programação, consulte o site da fundação  http://giverny.org/gardens/fcm/visitgb.htm


Flores de todas as cores, por todos os lados


Só coloquei essa foto para vocês verem os barquinhos ao fundo.





A casa do pintor não exibe suas obras originais, elas estão mesmo espalhadas pelos museus. Mas ali você consegue ver exatamente como vivia Monet, visitando seu atelier, a ala intima da casa e a linda sala de jantar/cozinha.

Olha o tamanho da mesa de jantar!


E a cozinha, toda azul??




Como chegar

Giverny está localizada na Normandia, a 75 km de Paris, ou cerca de 1 hora de viagem,  o que é perfeito para um bate e volta.
Existem algumas maneiras de chegar a Giverny: por passeios contratados, de trem ou de carro alugado.

-de trem: Da Gare St. Lazare partem os trens com destino final na cidade de Rouen. Apesar dos assentos não serem marcados, você pode comprar suas passagens antecipadamente pelo endereço  http://www.voyages-sncf.com, 

A estação mais próxima fica na cidade de Vernon. Lá existem ônibus com destino a Giverny, a cerca de 7 km, ou 10 minutos de viagem.

-de carro alugado: essa foi a nossa opção. Como estávamos em 4 adultos e 2 crianças, alugamos um carro grande e acho que super valeu a pena. A estrada é muito boa e a viagem muito rápida. Na frente da entrada da fundação existe um estacionamento.

Dicas gerais:

- se você for alugar um carro por vários dias, o dia desse passeio pode ser o ideal para fazer a retirada do veículo, já que a viagem não é longa e o passeio não é cansativo nem leva o dia todo.

-uma sugestão para complementar seu passeio, caso volte cedo para Paris, é visitar o Musée L'Orangerie, onde estão expostas as ninfeias de Monet, em telas gigantescas. O museu fica aberto até às 18 horas. Mais informações pelo site do museu.

-Na frente da fundação, ao lado do estacionamento existe uma loja bem bacana com coisas de decoração e, mais adiante, um restaurante super gostoso com valores "quase honestos" que valem a pena para seu almoço na cidade.

-por falar em lojinha...na saída da casa existe uma loja maravilhosa, com muitos livros de arte, impressionismo, jardins e muitos, mas muitos itens de lembrança de ótima qualidade. Foi uma das lojinhas de museus mais bacanas da viagem.

quinta-feira, 23 de março de 2017

Roteiro Paris - 4º dia - Musée d'Orsay, Jardins do Museé Rodin, Torre Eiffel

Museé D'Orsay 

Maquete do prédio do museu

No nosso 4º dia de viagem focamos na rive gauche ou, o lado esquerdo do rio Senna, e começamos o dia conhecendo o lindo Musée d'Orsay. 


Corredor central, após a entrada do museu

A história do museu começa em 1900 com a inauguração do suntuoso prédio, construído para abrigar, na verdade, uma estação de trem!! As locomotivas passaram por ali até 1939, quando seus equipamentos se tornaram obsoletos e a estação foi fechada. Em 1986, após varias reformas para adaptar os espaços, finalmente foi inaugurado o museu, conforme o conhecemos hoje.



Embora não tenha, de maneira geral, a mesma fama e tamanho do Louvre, o Musée d'Orsay tem, na minha modesta opinião, a mesma importância. Ali estão obras famosas de Van Gogh, Monet, Manet, Degas e Cézanne, entre outros.



A visita ao museu é muito simples e relativamente rápida, pois são apenas três andares. Acredito que uma manhã seja suficiente para conhecê-lo por completo. Se surgir uma fominha no meio da visita, no mesmo prédio você encontra ainda o Café Campana, projetado pelos irmãos brasileiros, e o Restaurant du Musée d'Orsay.


Uma foto ruim só para ilustrar o Café Campana

Foto clássica em frente a um dos relógios gigantes

Saindo do museu, subimos a rue de la legion/bellachasse e viramos a esquerda na rue de Varenne, indo em direção ao Musée Rodin.


Musée Rodin

Inicialmente esse museu estava no roteiro para ser visitado em sua íntegra, mas como o dia estava lindo e nós estávamos com crianças, optamos por conhecer apenas os jardins e essa foi uma das melhores decisões do dia.


Ao fundo do jardim a cúpula do Les Invalides

Inaugurado em 1919 o museu está instalado no lindíssimo Hôtel Biron, construído entre 1728 e 1731 e possui o maior acervo do artista, com cerca de 300 obras de Rodin, além de obras de Camille Claudel, sua amante.



A maioria das obras está no museu, mas o jardim possui algumas esculturas do artista, entre elas algumas das mais famosas, A Porta do Inferno e O pensador.  



Competindo com a arte, o jardim verdejante é um convite ao relaxamento e contemplação. Árvores, arbustos, gramas e flores formam uma linda combinação de texturas e cores, fazendo desse lugar uma opção excelente para um descanso entre os passeios.


Quem vai com crianças pode aproveitar para deixá-las um pouco mais livres, com espaço para pequenas brincadeiras e descontração. Por ser um lugar fechado, com entrada controlada, acaba dando uma sensação de segurança maior que os jardins e praças da cidade. Nós gostamos muito e recomendamos a visita.





Ah, Tour Eiffel


Saindo do Musée Rodin, passamos em frente ao Les Invalides mas optamos por não entrar. Seguimos em direção a torre Eiffel, procurando um lugar para o almoço. Como nosso hotel estava ao lado da torre e tínhamos ingressos agendados para a subida, fizemos uma paradinha para descansar. Nessas horas ter um hotel bem localizado faz toda a diferença!!

O monumento pago mais visitado do mundo e um ícone da França, a Torre Eiffel foi construída em 1889 como entrada para a Exposição Universal, uma feira que comemorava o centenário da Revolução Francesa. Inicialmente, a ideia era de que a torre fosse desmontada em até 20 anos, prazo em que o terreno da exposição deveria ser devolvido.



O sucesso da torre hoje não indica o quanto seu projeto e construção foram criticados na época, já que muitos consideravam seu modelo feio e destoante da arquitetura elegante da cidade. A torre fez muito sucesso durante a exposição, mas só não foi destruída pois Gustave Eiffel, seu criador, apontou uma nova utilidade para ela, sugerindo sua utilização como antena de rádio, sendo amplamente utilizada durante a Primeira Guerra Mundial.


A subida na prática


Os ingressos para a torre são vendidos nos postos localizados embaixo dela, onde também existem algumas lanchonetes. No entanto, é possível também comprá-los pelo site http://www.toureiffel.paris/pt
Quem vai a Paris durante a alta temporada pode ter problemas para comprar os ingressos na hora da subida, pois as filas costumam ser extremamente longas.



Nós compramos os ingressos on line, com horário agendado para as 16 horas, e 15 minutos antes estávamos lá, na pequena fila de acesso. O tal ingresso agendado economiza a fila da bilheteria, mas o primeiro elevador vai te deixar no segundo andar da torre, onde você deverá trocar de elevador até o topo. Nesse momento, seu ingresso preferencial perde a validade, ou seja, você vai se juntar a todas as pessoas que estão nesse andar esperando o elevador para subir. 



O processo de subida já é um espetáculo em si. O elevador é aberto e você pode observar a cidade diminuindo enquanto sobre. Chegando lá é só aproveitar a vista, que é espetacular. De lá é possível ver ao longe a Sacre Couer e, mais próximo, o Grand Palais.

É possível observar a Sacre Coeur ao longe e também o Grand Palais

No topo da torre, existe um pequeno bar, que serve apenas champanhe, normal ou rose. Considerando o valor de uma garrafa nos supermercados da cidade, o valor cobrado ali é até abusivo mas, afinal, você está no topo da cidade mais elegante do mundo e poder brindar a essa viagem incrível é uma pequena extravagância que vale a pena. 






Dicas gerais

-Se você não fizer a paradinha no hotel, como nós, poderá aproveitar melhor o dia, visitando o Musée Rodin por completo ou conhecendo o Les Invalides. O Musée Les Invalides é dedicado aos períodos de guerras francesas, com armas, armaduras e onde se encontra o túmulo de Napoleão.

-Procure um lugar para seu almoço longe da torre. Ali a regra é clara, quanto mais próximo, maiores as chances de encontrar um lugar pega-turista, de preços altos e qualidade duvidosa.

-O melhor dia para subir a torre Eiffel é, com certeza, aquele ensolarado, sem sinal de neblina. Só assim você poderá apreciar a vista em sua plenitude, o que nos leva ao próximo tópico.

-Os ingressos on line para a subida da torre, podem (e devem) ser comprados com antecedência. Eles ficam disponíveis 90 dias antes da data. Nesse caso, é praticamente impossível haver uma previsão das condições climáticas. Assim, minha dica é: compre com antecedência apenas se estiver indo na alta temporada, quando as filas da bilheteria podem ser quilométricas. Nós fomos em abril e não havia grandes filas nem para a compra dos bilhetes e nem nos acessos aos elevadores.

-Não se esqueça de procurar, no primeiro andar da torre, o piso de vidro, que fica a 57 metros do chão e dá a impressão de se andar pela estrutura do monumento. Eu esqueci completamente =( 

-Além do Le Bar a Champagne, existem dois restaurantes no primeiro andar da torre, o Restaurante 58 e o Jules Verne, ambos com atendimento apenas com reserva. Eu não fui, mas acredito que seja uma experiência única na vida.




Serviço


Musée d'Orsay: 1, rue de la Légion d'Honneur 
aberto de terça a domingo das 9:30h às 18h. As quintas-feiras o museu fecha às 21:45h.

O museu não abre às segundas, Natal e 1º de maio.

Ingressos: - 12 euros;
                 - gratuito para menores de 18 anos
                 - gratuito entre 18 e 25 anos para cidadãos ou residentes da União Europeia

http://www.musee-orsay.fr/en/home.html


Musée Rodin: 77 rue de Varenne
aberto de terça a domingo, das 10h às 17:45h



O museu não abre às segundas, 1º de janeiro, Natal e 1ºde maio.

Ingressos: - 10 euros;
                 - gratuito entre 18 e 25 anos para cidadãos ou residentes da União Europeia
                 -4 euros para acesso aos jardins

http://www.musee-rodin.fr/en/home

Tour Eiffel: ingressos: - adultos 17 euros;
                                      -jovens entre 12 e 24 anos 14,5 euros;
                                      -crianças entre 4 e 11 anos 8 euros;
                                      -crianças até 4 anos, entrada gratuita

Para mais informações e/ou compra dos ingressos on line acesse /http://ticket.toureiffel.fr/


quinta-feira, 9 de junho de 2016

3º dia - Ile de la citè, Notre Dame, Jardin du Luxembourg e Bon Marche


No terceiro dia do nosso roteiro, pegamos o RER C até a estação Saint Michel - Notre Dame e desembarcamos na Ile de la Cité, pequena ilha no centro do rio Sena que abriga, além de ruas muito charmosas que são a cara da cidade, uma preciosidade da arquitetura gótica, a Catedral de Notre Dame.


Fachada da Notre Dame. Vale muito uma visita.

Construída em 1163, a catedral de Notre Dame (Nossa Senhora) foi palco de capítulos muito importantes da história francesa, sendo talvez, o mais emblemático, a coroação de Napoleão Bonaparte, em 1804.

A obra de Jacques-Louis David, A coroação de Napoleão, está exposta no Louvre


A catedral gótica impressiona logo de cara e, garanto, nenhuma fotografia será capaz de captar com exatidão a grandiosidade e a riqueza de detalhes da sua linda fachada.

Essa foi a parte que mais me impressionou, são muitos detalhes!!

Interior da catedral

Vitrais maravilhosos

Vista da lateral
Maquetes contam a história da construção da Notre Dame



A entrada na catedral é gratuita e você vai enfrentar apenas uma fila para a entrada. No entanto, é possível subir em suas torres e ter uma vista espetacular da cidade, essa sim cobrada. Não subimos pois estávamos com os carrinhos das crianças e a escada é bem estreita, mas acredito que valha muito a pena subir os 422 degraus para bater um papinho com as gárgulas e ver lindas paisagens.



Depois de algumas voltas pela ilha subimos no sentido Saint German, procurando o Jardin du Luxembourg. Paramos para almoçar no delicioso Le Relais de L'entrecote e finalmente chegamos ao jardim.



O jardim, com cerca de 22 hectares, possui quadras de tênis, lago, espaço para crianças, cadeiras de descanso e me pareceu ser o queridinho dos parisienses, já que aqui, tive a impressão que a grande maioria das pessoas não eram os turistas, e sim os locais aproveitando um sábado de Sol.

Não ficamos muito tempo no jardim, mas foi o suficiente para as meninas se divertirem muito. Teve passeio de pônei, carrossel e um play com brinquedos bem bacanas.





Andamos bastante nessa região do Saint Germain, é muito gostosa, com vários cafés e lojas. Seguimos em direção ao Bon Marché, o shopping favorito dos parisienses e que abriga a Grand Epicerie Paris, que nada mais é que um mercado gourmet com produtos do mundo todo. 
Detalhe da decoração do Bom Marché


Aqui você vai encontrar azeites trufados, massas maravilhosas, vinhos, queijos, doces, pães e tudo o que puder imaginar. Uma boa ideia é comprar aqui algumas delícias para levar para o quarto do hotel e fazer um lanche gostoso. Foi aqui que provei meus primeiros macarons...eram gostosos sim, mas nomes como Ladurée e Pierre Hermé são imbatíveis. Aliás, nesse mesmo dia passamos na frente de um loja Pierre Hermé e a fila estava no meio da calçada.


Eram gostosos, mas deixe para provar em lugares mais especializados. 

Não tiramos muitas fotos do lugar, mas não poderia deixar de mostrar numa foto-mico como os franceses levam suas baquetes, assim, embaixo do braço mesmo!!





Dicas gerais:

-A Notre Dame possui uma lojinha com itens incríveis, desde crucifixos em prata até pingentes de puxador em feltro com bordados, tudo de muito bom gosto e para todos os bolsos.

-Muito próxima a Notre Dame está a Sainte Chapelle, uma capela espetacular em estilo medieval que possui um dos conjuntos de vitrais medievais mais belos do mundo. Você consegue incluir nesse mesmo dia de roteiro facilmente.

-Para quem é fã do filme Código da Vinci a igreja de Saint Sulpice está há cerca de 2 quadras do Jardin.

-Para quem fizer compras no Le Bon Marché ou em qualquer outra loja de Paris há o reembolso de parte dos impostos pagos, o Détaxe. A compra deve ser superior a 175 euros, numa mesma loja e no mesmo dia. Mais informações aqui 


Serviço:

-Notre Dame:
a catedral está aberta diariamente, das 8h às 6h45, aos sábados e domingos até 19h15.
As torres abrem diariamente, exceto em 1º de janeiro, 1º de maio e 25 de dezembro, nos seguintes horários:

          -de abril a setembro - das 10h às 18h30.
          -julho e agosto - das 10h às 23h aos sábados e domingos
          -outubro a março - das 10h às 17h30.

-Jardin du Luxembourg:
aberto diariamente das 7h até o anoitecer. Nos meses de inverno das 8h até o anoitecer.

-Le Bon Marche:
-Rue de Sevrés, 24 - Metrô Sevrés Babylone, linhas 10 e 12.
aberto diariamente das 10h às 20h. Até ás 21h às segundas e terças-feiras.